janeiro 26, 2009

Ela não é apenas ela, ela tem nome, e é nome de princesa. Não só o nome, claro, mas também como o espirito. Ela ri alto e tem uma voz engraçada. Nunca a vi de tão perto, nunca sequer encostei nela, mas sei que o farei. E, talvez, sinta o perfume natural que o corpo dela deve ter, ou até o cheiro artificial, mas eu quero sentir qualquer cheiro que esteja presente nas suas entranhas. Ela é linda com cabelo grande, curto, laranja, preto. Tem uma personalidade forte, porém inconstante, mas nada que não possa se ajeitar. Sei bem que ela gosta de mim, mesmo eu sendo assim, melodramatica, solitária e chorona… Mas sei também que ela gosta de mim porque eu tenho um sorriso lindo e um olhar tímido, segundo ela, claro. Mas acho que se eu tivesse a oportunidade de ser feliz com outra pessoa, acho que a rejeitaria. Me pergunto o porquê. Bem, talvez seja porque eu só quero ser dela. Me disseram que quando uma coisa tem que ser sua, ela sorri para você. Assim, ela não sorriu pra mim literalmente, mas o tamanho da gargalhada dela vale para todos os encontros que ainda virão.

Um beijo para a minha pretinha paraibana :*

o sonho dentro de um sonho

novembro 29, 2008

é uma coisa que doi e que me faz soltar lagrimas salgadas de mim, mas ao mesmo tempo me faz sorrir ao pensar que um dia ela esteve por aqui, tão perto. E mesmo que seja só uma garota, mesmo que seja apenas uma garota; foi a garota de quem eu gostei com pouco tempo, acho que 8 horas depois eu já sabia o que tinha em mim. Não sei bem, mas pode ser apenas um carinho absurdo, uma nova amiga ou qualquer outra coisa que há de vir. Mas, desde hoje, falarei mesmo que não esteja na hora e que não esteja no tempo. A vida tá aí. Vai ficar parado?

Em uma conversa com Aris sobre o nome da música da legião urbana “geração coca-cola”, falei que não eramos a geração coca-cola e que não eramos a geração de nada, que não existe nada para dar um up nessa geração “massificada de consumo”. Foi quando Aris falou da “geração kuat”. MAS NINGUÉM TOMA KUAT! Pois é, segundo ela, sem gosto, sem cor, sem graça. E, às vezes, concordo até com ela.:/

@ beijo para a Laiza e Luana pelo video ultra foda. ;*

Em uma folha branca, escrevendo o que me dizem que sou. Nada de peneira, nada de pano que coa café. Dizem que sou um arame farpado nos pés do muro, que não abro mão do meu bem estar para sentir as pessoas, que não me importo com coisas pequenas, que finjo não sentir o que sinto e que não choro. Alguém tem razão? Hoje não. Tudo que vem é lágrima, nada de palavras.

Nathalia e eu

outubro 22, 2008

Quando Nathalia aparecia por entre os livros da biblioteca, meu coração saltava do peito, eu tremia e me sentia frio apenas por olha-la entre as aberturas. Ela nunca me notara até o dia em que me pegou olhando para ela, paralisada. Parecia feliz e ao mesmo tempo decepcionada com alguma coisa. Apenas sorri e sai correndo por entre as prateleiras, sumi. Outras vezes na biblioteca, não a procurava mais, mas sabia que ela estava a me olhar de algum lugar. Eu a amava com todo o meu corpo, com toda a minha alma e meu coração batia na veia toda vez que a via andando no pátio da escola ou lendo um livro sozinha num canto. Nathalia nunca soube disso e nunca saberá da minha boca, mas se ela sequer tivesse perguntado meu nome, tivesse perguntado o que eu tanto olhava, talvez eu teria dito o quanto ela era bonita, o quanto ela era perfeita pra mim. Mas ao invés disso, ficava lá, calada, me observando no primeiro andar. Morria de vergonha dela e ela de mim. Nunca me dirigia a palavra, era apenas sorrisos e olhares tortos, de canto de olho. Passamos o ano inteiro nisso, eu e Nathalia, fugindo do corpo um do outro, da voz e do cheiro. Até que um dia ela se virou e disse que eu era bonito e que eu era perfeito para ela. Eu morri,chorei e sorri em seguida. Era onde eu deveria estar.

doses cavalares

outubro 6, 2008

Tomo sopa em uma xicara, apenas para ver se o meu calor interno volta. Mas quebro todo o ritual tomando goles e mais goles de suco de macarujá, meu favorito, tentando estabelecer um meio-termo entre o frio e o calor que sinto aos extremos. De um lado, a minha sopa que eu acabara de experimentar, ainda bem quente e escura, com uns pedaços de verdura e uns grãos de arroz. Do outro, apenas o liquido amarelado e gélido, como sempre foi, saido da geladeira. O copo de suco está pela metade, meio vazio e meio forte demais, mas apenas um mero suco que bebo todos os dias doses cavalares dele. Normal demais. Enquanto a sopa, pela metade, meio cheio, meio no ponto, que todo uma vez por semana, que é muito raro para uma pessoa que viciou em sopa. Mas, enquanto eu sempre bebo o suco, que já nem gosto tem; espero todos os dias pelo dia que tomarei aquela sopa, do jeito que ela é, do jeito que ela foi feita e do jeito que esperava ansiosamente, assim como eu, por mim.

 

[ e tudo pode ser outra coisa que não parece ]

O chão que ela pisa

outubro 2, 2008

O chão que ela pisa é formado por pequenos blocos de concreto… Ela passa, tão sorridente com seus amigos e sua enorme bolsa, nem percebe que estou a olhar. Um par de chinelos ela arrasta nos pés, uma simples blusa branca que aparece um poucos dos seus seios e aquela calça que gruda no seus corpo como se fizesse parte dela, assim, tão perfeito corpo que mantém a calça no contorno. Ela usa oculos escuros, mesmo sem muito sol, e um cabelo bonito, curto e voador, tão parecido com ela e tão diferente de mim, que nada pareço com ela. Ela ri e brilha entre os demais, as pessoas que com elas estão parecem acompanha-la, tentando brilhar tanto quanto ela e talvez, nunca conseguirão. Ela carrega consigo algumas cartas de amor e talvez um sentimento que não precisa ser mostrado, porque não quer parecer vulneravel e nem dependente de alguém. Tudo é muito cinza na praça que ela resolve sentar, havia algumas pessoas a esperar por alguma coisa que não sabiam o que era, talvez um sonho ou algum dinheiro. Acho que dinheiro. Ela não. Ela gostaria apenas de um suco, alguma companhia agradavel e um, quem sabe, amor. Muitos a desejam calados, esperando brexas que nunca irão ser abertas, apenas desejando-a sem nenhum fio sentimental, apenas o desejo de tê-la perto por alguns meros tempos. Ela quer mais, alguma coisa que valha, algum sentimento tipo turbilhão, que a carregue para longe da sua vida cansativa e cheirando a anfetamina. Intensidade, essa é a palavra que ela tanto coloca na sua vida, nas suas atitudes e emoções. Tudo o que eu não sei ser… Na minha calma eterna ela não quer entrar, ela não quer entrar na minha dança e nem na minha história. Prefere ficar de fora, apenas observando a minha paz pertubadora, a minha falta do que fazer com as mãos e a incerteza dos meus olhos. Eu sou tudo o que ela não quer. Incerteza, calmaria e muitos espaços em branco. E ela é tudo o que eu quero, apenas ela por completo. Ou talvez seja tudo ao contrário.

Come to me

outubro 1, 2008

Ela se consome em tristeza, apenas vê seus olhos molhados d’agua, sem ter muito no que pensar, pensa apenas na sua derrota interna. Ela perdeu para si mesmo quando achava que era forte o bastante para aguentar os pesares dos outros. Ela não ligou para quase nada, arranjou algumas roupas, colocou-as numa bolsa qualquer e partiu… Partiu ao infinito e sozinha, apenas com algumas fotos e recordações de coisas que não mais significam alguma coisa com sentimento. Para ela é apenas um céu e uma estrada, alguma coragem e muita dor. Algumas pessoas, do seu antigo ciclo de amizades, a achavam temperamental demais e muitas vezes flutuante… Ela era apenas ela e nada mais, um tanto sonhadora e um tanto só. Apenas um monte de pele e gordura em cima de ossos fortes e com uma mente-coração fragil. Ela era apenas isso. Um monte de coisa numa coisa só. E nunca mudará além do corte de cabelo e dos calçados, que já estão bastante gastos por causa do sol que esquenta o chão que ela pisa.

Sem acidez

setembro 25, 2008

E eu gosto dela e todo mundo sabe que ela gosta de mim. Mas mesmo ela sendo tão incessantemente dura comigo, me sinto no direito de faze-la rir. Ela não é preenchida por futilidades como as outras, mas é insistente em dizer que anda com o cabelo feio e desarrumado só para enxergarem o interior dela. Que tipo de menina é essa que gosta de andar por aí cheia de lixo na alma? Não a falta quase nada, apenas um pouco de roupa para cobrir os seios e um cartão telefonico, apenas para me ligar. Demora muito ao falar, mas não deixa de ser atenta com o que falo. Eu acho que ela gosta mesmo de mim, mesmo ela não sabendo ainda.

Freedom

setembro 20, 2008

Quando ela me falou que tinha sido solta, libertada da mentira, eu me senti feliz. Feliz o bastante para saber que ela será livre futuramente. Fazia tempo que esperava a saída dela do casulo, a viagem para a vida. E ela fez. Falou e agora, talvez, seja a pior parte, mas será muito melhor depois. Um sorriso que brotará, uma alegria que surgirá depois das cinzas baixadas. Tudo será melhor, depois de ser feito uma fogueira. Faísca de fogo.